Cerca de 300 profissionais participaram, nos dias 26 e 27 de novembro, em São Paulo, da quinta edição do HDOM Summit, o encontro de líderes, gestores e investidores do setor florestal brasileiro. O evento, que já se consolidou como o principal encontro para executivos do setor, teve a edição de 2024 ainda mais especial, atraindo um público altamente especializado.

Com o tema “Visões Estratégias para as Florestas do Amanhã”, o HDOM Summit foi realizado em um novo local, o Espaço APAS, e contou com uma estrutura de programação renovada, composta por painéis e palestras com executivos do setor e convidados especiais como: William Waack, Arthur Igreja, Luiz Carlos Molion, Luciano Potter e Gustavo Borges.

As apresentações e painéis que trataram do segmento de florestas plantadas abordaram os seguintes tópicos: Gestão de riscos do setor florestal; Mercado de Fiagros no Brasil; Competitividade florestal; Visão da Suzano sobre o setor de celulose; Status do projeto da CMPC no Rio Grande do Sul; e Visões estratégicas para florestas do amanhã.

Prêmio HDOM

Dentro da programação do primeiro dia houve a cerimônia de premiação do 2º Prêmio HDOM, que reconheceu ações relevantes de empresas e profissionais do setor florestal brasileiro ao longo do ano. Esta edição foi dividida em cinco categorias, com os seguintes vencedores:

Destaque Institucional: Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF), Simplificação do Licenciamento Florestal em MG;

Destaque Inovação: Eldorado Brasil Celulose, Projeto ELDSAT ONE;

Executivo(a) do Ano: Júlio Ribeiro, vice-presidente da Celulose Nipo-Brasileira;

Empresa do Ano: Suzano;

Legado Florestal Brasileiro: José Maria de Arruda Mendes Filho e Jorge Roberto Malinovski.

O HDOM Summit é organizado e promovido pela Malinovski e ao longo de quatro edições já reuniu mais de 1.100 tomadores de decisão, em um ambiente dedicado a discussões estratégicas e networking qualificado. De acordo com Ricardo Malinovski, CEO da empresa, a cada edição fica mais claro a importância do HDOM Summit para a agenda florestal brasileira. “É aqui que os tomadores de decisão se encontram e têm a oportunidade de compartilhar os grandes desafios que o setor enfrenta. Ao mesmo tempo, é um espaço para reflexão, de como estamos, o que estamos fazendo, e o que podemos fazer para melhorar, tanto na área profissional, como pessoal. Espero que todos possam ter saído do evento, minimamente, transformados, para melhor.”

Um investimento conjunto entre a Klabin e uma Timo (Timber Investment Management Organization) para quatro sociedades de propósito específico (SPE) foi anunciado no fim de outubro. O objetivo principal é a exploração da atividade florestal nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. De acordo com a companhia, o plano é reduzir alavancagem e otimizar o retorno sobre capital investido.

A Klabin aportará no projeto 23 mil hectares de florestas plantadas, 4 mil hectares de terras produtivas, e outros ativos reunidos no antigo “Projeto Caetê”. Já a Timo, deve aportar R$ 1,8 bilhão. O grupo poderá fazer aportes adicionais nas SPEs de até R$ 900 milhões até o segundo trimestre do próximo ano. O projeto foi aprovado sem ressalvas pelo Conselho de Administração da Klabin.

As SPEs serão controladas pela Klabin, que também terá o direito de preferência na compra da madeira produzida.

Pressões econômicas continuam a impulsionar casos de greenwashing, com organizações mudando sua comunicação baseada em papel para plataformas digitais, buscando reduzir custos. De acordo com a Two Sides, essa transição muitas vezes é acompanhada por afirmações ambientais enganosas e infundadas, como “Seja verde – troque o papel e escolha o digital” ou “Escolha a fatura eletrônica e ajude a salvar uma árvore” – o que é enganoso e se enquadra como greenwashing.

Dados da pesquisa “Trend Tracker 2023” revelam que 57% dos consumidores brasileiros acreditam que os argumentos ambientais das empresas para justificar a transição para o digital são enganosos e que seu objetivo principal é a redução de custos. A pesquisa mostra também que 86% dos consumidores querem ter o direito de escolher a forma como recebem documentos e não desejam ser forçados a adotar a comunicação digital.

O presidente de Two Sides América Latina, Fabio Mortara, afirma: “Essas alegações de greenwashing não apenas violam os regulamentos de marketing ambiental, mas também prejudicam uma indústria com um histórico ambiental bem estabelecido e em constante melhoria. Longe de ‘salvar árvores’, um segmento de produtos de árvores cultivadas, como o do papel, incentiva o crescimento a longo prazo das florestas por meio de uma gestão sustentável.”

A campanha anti-greenwashing é uma prioridade para Two Sides, que continua a instar as empresas a não usarem alegações ambientais infundadas e enganosas sobre a eliminação do papel nas suas comunicações. Fundada em 2008, Two Sides é uma iniciativa global, sem fins lucrativos, que divulga os atributos únicos, sustentáveis e atraentes do papel e das embalagens de papel, bem como esclarece equívocos comuns sobre seus impactos ambientais.

OFERECIMENTO: REMSOFT

Com a palestra “Panorama Brasil: Política e Economia”, o jornalista William Waack é uma das personalidades confirmadas para o 5º Hdom Summit.

Graduado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP) e em Ciência Política, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, atualmente compõe a equipe da CNN Brasil, falando sobre economia e política e pautas internacionais.

William Waack é jornalista e escritor, com passagens por algumas das principais redações do país. Participou da cobertura de grandes eventos nacionais e internacionais nos últimos 40 anos. Em suas palestras, aborda economia, política e de que forma o Brasil está inserido no cenário mundial.

Confira a programação completa: www.hdomsummit.com.br

Uma das principais indústrias de papel e embalagens do Brasil, a Irani, foi reconhecida pela segunda vez no ranking de Melhores Empresas para Trabalhar em São Paulo – GPTW – Great Place To Work de 2024. A premiação distinguiu a companhia com a 8ª posição no ranking regional. No ano passado, a Irani conquistou a 12ª posição.

“Nossa ações diárias na unidade de Indaiatuba/SP colaboraram para o reconhecimento da Irani pelo GPTW”, ressalta o diretor de Pessoas, Estratégia e Gestão, Fabiano Alves de Oliveira. O executivo destaca que a companhia prioriza o bem-estar e o desenvolvimento de seus colaboradores, cultivando um ambiente de trabalho positivo e inspirador, promovendo a diversidade e inclusão, incentivando a inovação e a criatividade e construindo uma cultura de confiança e respeito.

“As pessoas estão no centro da estratégia da companhia, e a cultura organizacional foca no desenvolvimento pessoal e profissional de cada colaborador, criando um ambiente positivo e de alto desempenho”, salienta o executivo.

A Irani possui a certificação GPTW em todas as unidades, além de ter recebido o reconhecimento no GPTW Nacional na 32ª posição. O GPTW é uma consultoria global que apoia organizações para que consigam obter melhores resultados por meio de uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação.

Em entrevista ao programa CNN Money, o CEO da Suzano, Beto Abreu, comentou o cenário econômico para o mercado global de celulose e os desdobramentos das eleições americanas.

Ele explicou que a companhia teve um crescimento de volume de preços com relação ao trimestre passado, o que trouxe mais receita absoluta e, ao mesmo tempo, uma estabilização no mercado de preços. Segundo Beto Abreu, o mercado de preços de celulose vem sofrendo uma queda nos últimos meses, e no mês de outubro houve um processo de estabilização, com alta demanda. “Não só na China, como também mercados importantes para Suzano, como é o caso dos Estados Unidos e Europa”, disse.

Sobre as eleições americanas, o CEO da Suzano comentou que é natural um monitoramento do câmbio. Principalmente por empresas que têm um volume de exportação muito relevante, como é o caso da Suzano. Segundo ele, 80% da receita e uma parte importante de dívidas estão em dólar. “O que nós precisamos é estar preparados para qualquer cenário. Qualquer cenário de preço de commodity e qualquer cenário também de câmbio. E é isso que estamos fazendo.”

De acordo com Beto Abreu, a Suzano é responsável por 1/3 da produção global de fibra curta. “Tem uma posição dominante. Nosso objetivo é estar sempre evoluindo do ponto de vista de competitividade. A companhia tem escala, tem a melhor posição do ponto de vista de custo de caixa nesse processo. Esse fator coloca a companhia numa posição bastante favorável para enfrentar cenários de câmbios diferentes e cenários de preço de celulose, também, diferentes. Nos vemos bastante prontos para enfrentar qualquer tipo de volatilidade”, concluiu.

O Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) é uma junção dos recursos de vários investidores para a aplicação em ativos de investimentos do agronegócio. Eles podem ser de natureza imobiliária rural ou de atividades relacionadas a produção do setor. Cabe ao administrador do fundo realizar a captação de recursos com os investidores por meio da venda de cotas.

De acordo com a B3, existem as seguintes categorias: Direitos Creditórios (Fiagro-FIDC), são fundos de investimento voltados para a agroindústria que apliquem em direitos creditórios; Imobiliários (Fiagro-FII), fundos com ativos imobiliários; e Participações (Fiagro-FIP), fundos de investimento em participações em sociedade.

No primeiro dia do HDOM Summit, o tema será discutido com a apresentação “O mercado de Fiagros no Brasil”, de Gustavo Gomes de Almeida, gestor FIAGRO na XP Asset Management.

OFERECIMENTO: KOMATSU

Com quatro medalhas olímpicas e 19 panamericanas, Gustavo Borges é um dos mais respeitados nomes da natação mundial e uma referência como esportista. Formado em Economia pela Universidade de Michigan (EUA), fez a conexão, bem-sucedida, entre o mundo dos esportes e dos negócios. O nadador e empresário, empreende há cerca de 20 anos e hoje tem a maior rede de ensino de natação do mundo, com mais de 400 negócios licenciados na América Latina que usam a Metodologia Gustavo Borges (MGB) para gestão aquática, comercial, de marketing e vendas.

Gustavo Borges tem a experiência de quem viveu a pressão típica dos ambientes de competição em alto nível. Sua capacidade para inspirar e ajudar as pessoas a extraírem o potencial máximo, sempre a partir de uma lógica de criação de uma mente treinada para resultado, o transformou em um dos mentores e palestrantes mais respeitados do Brasil.

Profissional focado no desenvolvimento das habilidades humanas e estratégias que levam à motivação máxima e, consequentemente a resultados extraordinários, será um dos palestrantes na edição 2024 do HDOM Summit. Gustavo Borges fará a palestra “Atitude de Campeão”, e irá fechar a programação do evento este ano.

Um projeto do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF) sobre o uso de microrganismos no cultivo do eucalipto pretende identificar e testar estirpes de microrganismos endofíticos (aqueles que vivem no interior das plantas sem lhes causar danos aparentes) capazes de promover variados benefícios em plantações de eucalipto, especialmente no enfrentamento aos estresses bióticos e abióticos.

Até o momento, um significativo número de estirpes promissoras foi identificado. A próxima etapa envolve a realização de testes em viveiro para avaliar o real estímulo desses microrganismos na performance dos eucaliptos, como por exemplo, tolerância à seca.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e as empresas Bracell, Dexco, Sylvamo e Veracel integram o projeto.

Foto: Patrick Queiroz

O conselho da Dexco escolheu Raul Guimarães Guaragna, atual vice-presidente da Unidade de Louças, Metais e Revestimentos da companhia, para o cargo de presidente, a partir de abril de 2025.

Ele ocupará a vaga que atualmente é de Antonio Joaquim de Oliveira. Antonio Joaquim, atingirá no próximo ano o limite de idade de um diretor estatutário e deverá integrar o conselho de administração.

“Antonio e Raul irão trabalhar conjuntamente em um processo de transição, co-liderando as principais frentes de trabalho, de forma que os projetos em andamento sejam mantidos e os resultados esperados atingidos”, anunciou a Dexco em comunicado.

Ainda de acordo com a empresa, o processo contou com um rigoroso processo de seleção que se estendeu por 12 meses, visando garantir a continuidade da liderança e a manutenção dos altos padrões de governança corporativa.

Raul Guimarães Guaragna tem 53 anos e está na Dexco há três.