O público tem até o dia 26 de outubro de 2026 para votar nos indicados ao 4º Prêmio HDOM, iniciativa que reconhece profissionais, empresas e instituições que contribuem para o desenvolvimento do setor florestal brasileiro. A votação está aberta e deve ser realizada exclusivamente por meio do formulário disponível no site oficial do HDOM Summit.

Nesta segunda fase, após o período de indicações, os participantes podem escolher seus favoritos em cinco categorias: Destaque Institucional, Destaque Inovação, Empresa do Ano, Executivo/a do Ano e Legado Florestal Brasileiro.

A categoria Destaque Institucional reconhece ações desenvolvidas por associações e instituições sem fins lucrativos ligadas à cadeia produtiva de base florestal. Já Destaque Inovação premia iniciativas, projetos ou tecnologias que tenham gerado resultados positivos em processos do setor.

Em Empresa do Ano, o reconhecimento é destinado a organizações que se destacaram por ações, projetos ou investimentos significativos no setor florestal brasileiro. A categoria Executivo/a do Ano homenageia lideranças com atuação de destaque em 2026, enquanto Legado Florestal Brasileiro reconhece personalidades que contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento do setor nacional ao longo dos anos.

Após a votação, os mais votados de cada categoria serão apresentados ao Comitê Executivo do 4º Prêmio HDOM, composto por diretores florestais de algumas das principais empresas de base florestal do Brasil.

Os vencedores serão conhecidos no fim do primeiro dia do evento, 10 de novembro, no Espaço APAS, em São Paulo (SP). Após a premiação, acontecerá o coquetel executivo.

A inteligência artificial e seus impactos na gestão das empresas estarão entre os temas em destaque no segundo dia do HDOM Summit 2026. No dia 11 de novembro, a especialista Thaís Martan apresentará a palestra “Inteligência Artificial: impactos e oportunidades para os negócios”, falando sobre as possibilidades de aplicação da tecnologia no ambiente empresarial e os caminhos para transformar inovação em resultados concretos.

Com uma abordagem voltada à aplicação prática da inteligência artificial, Thaís acompanha a evolução dessa tecnologia no universo corporativo desde antes da popularização do ChatGPT. Seu trabalho alcança mais de 600 mil pessoas, principalmente empresários e gestores interessados em compreender como incorporar a IA às rotinas, aos processos de gestão e às estratégias de crescimento de suas organizações.

Antes de se dedicar à formação de empresários e executivos, Thaís acumulou experiência no ambiente corporativo como diretora financeira (CFO) da Mormaii. Também obteve certificação do Massachusetts Institute of Technology (MIT) em inteligência artificial para negócios e criou o GPT Business, ecossistema de formação em IA que já atendeu mais de 6 mil empresários.

Sua atuação busca aproximar o conhecimento sobre inteligência artificial da realidade das empresas, com ênfase na implementação das ferramentas e na identificação de oportunidades de aplicação. A proposta é ir além das tendências e do interesse inicial pela tecnologia, mostrando como utilizá-la de maneira estratégica para aperfeiçoar processos, apoiar decisões e desenvolver novas possibilidades de negócio.

A palestra integra a programação do segundo dia do HDOM Summit 2026 e dialoga com os desafios enfrentados por lideranças empresariais diante da transformação digital. Em um cenário de rápidas mudanças tecnológicas, compreender as aplicações da inteligência artificial tornou-se um fator relevante para a competitividade, a produtividade e a inovação em diferentes segmentos da economia.

O cenário político brasileiro após as eleições e seus possíveis desdobramentos para a economia e o mercado estarão em pauta no HDOM Summit 2026. No dia 10 de novembro, primeiro dia da sétima edição do evento, o jornalista e analista político Caio Junqueira, da CNN Brasil, apresentará a palestra “O Brasil depois das urnas: economia, mercado e os próximos movimentos”, com uma análise das perspectivas para o país em um momento decisivo para as relações entre política, investimentos e atividade econômica.

Com experiência na cobertura dos principais acontecimentos políticos brasileiros, Junqueira deverá abordar questões relevantes para executivos, gestores e investidores, considerando os possíveis reflexos das decisões políticas sobre o ambiente de negócios e as expectativas do mercado.

Caio Junqueira é repórter especial e analista político da CNN Brasil, onde apresenta o programa WW ao lado do jornalista William Waack. Advogado e jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), iniciou sua trajetória profissional em uma redação ainda no primeiro ano da faculdade. Desde 2010, acompanha de perto o Congresso Nacional, em Brasília.

Ao longo da carreira, passou por alguns dos principais veículos de comunicação do país, como Folha de S.Paulo, Valor Econômico, O Estado de S. Paulo, revista Crusoé e CNN Brasil. Nesse percurso, exerceu diferentes funções, entre elas repórter, chefe de reportagem, coordenador de equipe e âncora. Em janeiro de 2020, participou da estruturação da primeira equipe de analistas políticos da CNN Brasil.

O HDOM Summit 2027 terá entre seus palestrantes Rafael Furlanetti, Sócio-Diretor Institucional da XP Inc. e presidente do Conselho de Administração da Ancord (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias). Com a palestra “Investimentos 2027: onde estão as oportunidades em um mundo de incertezas?”, o executivo levará ao encontro uma análise sobre as perspectivas do mercado financeiro e os fatores que influenciam as decisões de investimento.

Formado em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo, Furlanetti iniciou sua carreira no Bradesco BBI e ingressou na XP em 2010. Ao longo de sua trajetória, construiu experiência nas áreas institucional e de relacionamento com lideranças empresariais e agentes do mercado financeiro. Também ganhou projeção pela participação em debates e conteúdos sobre economia e investimentos, aproximando temas complexos do público empresarial e dos investidores.

À frente da área institucional da XP Inc., Furlanetti atua em uma organização que reúne diferentes frentes de negócios financeiros, incluindo investimentos, serviços bancários e soluções para empresas e para o mercado de capitais. Na presidência da Ancord, representa uma entidade com papel relevante na interlocução entre instituições financeiras, profissionais do setor e órgãos reguladores.

Para empresários e tomadores de decisão do setor de florestas cultivadas, a discussão proposta no HDOM Summit ganha relevância diante dos desafios de planejar investimentos de longo prazo, avaliar riscos e identificar alternativas de financiamento em um ambiente econômico dinâmico. Projetos florestais, industriais e de infraestrutura exigem decisões estratégicas que considerem fatores como juros, disponibilidade de crédito, custo de capital e perspectivas de crescimento.

A palestra de Furlanetti vai contribuir para ampliar essa visão, conectando as perspectivas do mercado financeiro às escolhas de investimento e à estratégia empresarial em um cenário de incertezas econômicas e geopolíticas.

O HDOM Summit reúne lideranças empresariais, investidores e especialistas para debater tendências, desafios e oportunidades capazes de influenciar o futuro do setor de florestas cultivadas no Brasil.

A dimensão da economia chinesa ajuda a explicar a importância do tema para o setor de base florestal. Em 2025, o PIB da China alcançou 140,2 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 20,4 trilhões), com crescimento real de 5%. O país encerrou o ano com aproximadamente 1,405 bilhão de habitantes, dos quais 953,8 milhões viviam em áreas urbanas. No primeiro trimestre de 2026, a economia chinesa manteve crescimento de 5% na comparação anual.

No setor de produtos florestais, a dimensão do mercado chinês é ainda mais expressiva. Segundo dados da FAO, em 2024 a China respondeu por 34% do consumo mundial de papel e papelão e por 31% do consumo global de celulose para papel. O país também foi responsável por 41% do consumo mundial de painéis à base de madeira e por 20% do consumo de madeira serrada.

Os números da indústria chinesa de papel ajudam a dimensionar esse mercado. Em 2024, foram consumidos no país 136,34 milhões de toneladas de papel e papelão, crescimento de 3,56% em relação ao ano anterior, equivalente a um consumo médio de 96,83 kg por habitante. A produção chegou a 136,25 milhões de toneladas.

A demanda por fibras também é significativa. A indústria chinesa consumiu 124,15 milhões de toneladas de celulose em 2024, das quais 51,39 milhões de toneladas eram celulose de madeira, correspondendo a 41% do total. Desse volume de madeira, cerca de 25,44 milhões de toneladas foram provenientes de celulose importada.

A própria necessidade de importação evidencia a relevância da China para os produtores mundiais de celulose. Em 2024, o país respondeu por 41% das importações globais de celulose para fabricação de papel, segundo a FAO.

Para o Brasil, que possui uma das indústrias de celulose mais competitivas do mundo e vem ampliando sua participação no comércio internacional de produtos florestais, compreender o comportamento desse mercado é fundamental. A evolução do consumo chinês, as mudanças na indústria, os investimentos em tecnologia e produção, as relações comerciais e os novos padrões de competitividade podem gerar impactos importantes sobre toda a cadeia florestal.

A China estará no centro das discussões que abrem a programação do HDOM Summit 2026, que será realizado nos dias 10 e 11 de novembro, no Espaço APAS, em São Paulo (SP). O primeiro painel do evento, intitulado “China em foco: competitividade e os novos desafios para o Brasil”, vai analisar as transformações da economia chinesa, seus impactos sobre os mercados internacionais e as oportunidades e desafios que se apresentam para o setor produtivo brasileiro.
A discussão será moderada por Adriana Maugeri, presidente executiva (CEO) da AMIF, e contará com duas apresentações que combinam a perspectiva das relações internacionais com a experiência empresarial de uma das maiores companhias brasileiras com atuação no mercado asiático.
A primeira apresentação, “China: realidade atual e desafios futuros”, será conduzida por Marcos Caramuru de Paiva, diplomata brasileiro aposentado, com ampla experiência nas áreas de economia, finanças públicas e relações internacionais, especialmente nas relações com a Ásia e a China. Atualmente, Caramuru integra o Conselho Internacional do CEBRI (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) e o Conselho Consultivo do Conselho Empresarial Brasil-China.
Na sequência, Pablo Gimenez Machado, que foi vice-presidente executivo para a Ásia da Suzano entre 2021 e 2026, apresentará “China na prática: a experiência da Suzano”. A exposição deverá trazer uma visão empresarial sobre a atuação brasileira no mercado chinês, os desafios de competitividade e as particularidades de um dos mercados mais relevantes para a indústria de celulose.

As mudanças na política comercial dos Estados Unidos e o avanço do protecionismo estão alterando a dinâmica do comércio internacional e exigindo uma nova postura de empresas e países. Essa é uma das principais conclusões apresentadas por José Pimenta, diretor de Relações Governamentais e Comércio Internacional da BMJ Consultoria e diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, em artigo publicado na CNN Brasil.

Ele defende que a transformação da política comercial norte-americana durante o governo de Donald Trump, marcada pelo aumento de tarifas, pela proteção à indústria doméstica e pelo uso do poder de mercado como instrumento de negociação alterou a relação dos Estados Unidos com o sistema multilateral de comércio, baseado em instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Para Pimenta, o cenário atual combina as regras multilaterais existentes com medidas unilaterais e instrumentos de segurança econômica. A estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) é de aproximadamente 3 mil medidas de política industrial em vigor, sendo metade implementada por Estados Unidos, União Europeia e China. As cita as investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos e seus impactos sobre o Brasil. E destaca que uma investigação baseada na Seção 301 da legislação comercial norte-americana abriu caminho para tarifas adicionais de 25% sobre parte das exportações brasileiras, com exceções para determinados setores. Outra investigação relacionada à importação de produtos associados a trabalho forçado alcançou 60 economias, incluindo o Brasil, com tarifas entre 10% e 12,5%, segundo o artigo.

O diretor de Relações Governamentais e Comércio Internacional aponta quatro frentes de atenção para o setor produtivo: acompanhar de perto as regras e preferências comerciais; fortalecer a articulação com governos e instituições; diversificar parceiros e ampliar acordos comerciais; e considerar fatores como resiliência das cadeias produtivas, tecnologia, valor agregado e segurança econômica nas estratégias de internacionalização.

José Pimenta está na programação do HDOM Summit e fará a palestra “Geopolítica e agronegócio: os desafios para o Brasil e a nova ordem internacional”, no primeiro dia do evento.

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No segundo dia do HDOM Summit, 11 de novembro, os debates começam com uma discussão sobre “Biotecnologia, OGM e produtividade”, apresentada por Rodrigo Neves Graça, head de Biotecnologia da FuturaGene. Na sequência, Thaís Martan, especialista em inteligência artificial para negócios, aborda os impactos e oportunidades da tecnologia para as empresas.

A programação prossegue com uma conversa executiva sobre o Projeto Sucuriú, apresentado por Carlos Altimiras, presidente da Arauco. O projeto é seguido pelo painel “Inovação sem fronteiras: do MIT à floresta”, que reunirá Yuri Ramos, diretor do MIT; Darlon Orlamünder de Souza, diretor de Sustentabilidade, P&D+I e Estratégia & Mercado da Klabin; e Bibiana Rubini, diretora de Inovação e Bioeconomia da CMPC.

Com temas que passam por geopolítica, mercados internacionais, competitividade, produtividade, inteligência artificial, biotecnologia e inovação, a programação foi estruturada para discutir tendências que afetam diretamente as decisões de empresas e investidores do setor florestal.

O HDOM Summit chega à sétima edição após reunir mais de 1.700 tomadores de decisão ao longo das seis primeiras edições. Em 2026, o encontro será realizado novamente no Espaço APAS, em São Paulo, nos dias 10 e 11 de novembro.

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A programação da 7ª edição do HDOM Summit – Forest Leaders & Investors Meeting, marcada para os dias 10 e 11 de novembro, no Espaço APAS, em São Paulo (SP), reunirá executivos, especialistas e representantes de grandes empresas para dois dias de debates sobre os principais movimentos que impactam a indústria e os negócios relacionados à cadeia de base florestal.

A abertura da programação, no dia 10, será conduzida por Ricardo Malinovski, CEO da Malinovski, com a palestra “HDOM Forest Outlook 2027 – O jogo mudou”. Na sequência, o painel “China em foco: competitividade e os novos desafios para o Brasil” terá a participação do diplomata Marcos Caramuru de Paiva e de Pablo Gimenez Machado, ex-vice-presidente executivo para a Ásia da Suzano, para discutir o cenário chinês e sua relação com o mercado brasileiro.

A agenda do primeiro dia também inclui a palestra “Geopolítica e agronegócio: os desafios para o Brasil e a nova ordem internacional”, com José Pimenta, colunista da CNN e diretor de Relações Governamentais e Comércio Internacional da BMJ Consultores. O programa segue com conversas executivas sobre custos, eficiência e competitividade, com Sandro Ávila, diretor florestal da Klabin, e Douglas Seibert Lazaretti, vice-presidente executivo de Operações Florestais da Suzano.

Ainda no primeiro dia, Bernardo Rosenthal Vasconcellos, diretor da ArcelorMittal BioFlorestas e Metálicos, aborda o mercado do carvão vegetal e do aço. Encerrando a programação de conteúdo, o jornalista e analista político Caio Junqueira apresenta uma análise sobre economia e mercado no cenário posterior às eleições brasileiras. A noite termina com a entrega do 4º Prêmio HDOM e um coquetel executivo.

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A expansão da produção de etanol de milho no Brasil está movimentando também um mercado diretamente ligado à indústria de base florestal: o fornecimento de madeira para geração de energia nas usinas. A biomassa é utilizada nas caldeiras para produzir calor e vapor necessários ao processo industrial, e o eucalipto aparece como uma das principais fontes para esse abastecimento.

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a produção de etanol de milho e de outras biomassas chegou a 9,45 bilhões de litros em 2025, correspondendo a 24,7% de todo o etanol produzido no país naquele ano. Para a safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção de etanol de milho alcance 11,91 bilhões de litros, crescimento de 17% em relação à temporada anterior.

As projeções para os próximos anos indicam uma expansão ainda maior. De acordo com estudo da Consultoria Agro do Itaú BBA, a capacidade instalada brasileira de produção de etanol de milho deve passar de 10,9 bilhões de litros em 2025 para 25,3 bilhões de litros em 2030. Em Mato Grosso, principal polo da atividade, a capacidade deve avançar de 6,9 bilhões para aproximadamente 11,9 bilhões de litros no mesmo período.

Esse crescimento tem uma consequência direta sobre a demanda por biomassa. O Itaú BBA estima que, considerando uma capacidade próxima de 12 bilhões de litros de etanol de milho em Mato Grosso em 2030, seriam necessários aproximadamente 383 mil hectares de florestas de eucalipto para atender à demanda energética das usinas. A área atualmente estimada no estado é de cerca de 165 mil hectares, o que representa uma necessidade potencial de 218 mil hectares adicionais de florestas energéticas. Os investimentos para formar essas áreas são estimados entre R$ 7,6 bilhões e R$ 14,3 bilhões, dependendo da eficiência das plantas industriais.

A dimensão da demanda também aparece nas projeções da EPE para 2035. Em estudo sobre os cenários de oferta de etanol, a empresa estimou a necessidade de biomassa para atender à produção projetada de etanol de milho. Considerando exclusivamente lenha proveniente de eucalipto, o consumo anual chegaria a 12,2 milhões de toneladas no cenário de menor produção; 12,9 milhões de toneladas no cenário intermediário; e 19,4 milhões de toneladas no cenário de maior produção, associado a volumes de 15,3 bilhões, 16,2 bilhões e 24,4 bilhões de litros de etanol, respectivamente.