Após a visita do líder chinês aos Estados Unidos no fim de setembro, alguns acordos importantes para o comércio internacional foram tratados. Os dois países concordaram em reduzir tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em mercadorias, em mais uma tentativa de diminuir as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Madeira em tora e produtos de madeira estão entre alguns itens listados pela China, que incluem outros itens agrícolas, cosméticos e determinados equipamentos médicos. Os Estados Unidos, por sua vez, reduzirão tarifas sobre produtos chineses como pequenos eletrodomésticos, brinquedos, artigos de decoração e cadeirinhas infantis para automóveis.

Outro ponto do acordo é a criação de mecanismos de diálogo sobre inteligência artificial, com os dois países discutindo riscos e possíveis formas de cooperação relacionados à tecnologia. Washington e Pequim também concordaram em manter as negociações sobre o fornecimento de terras raras e outros minerais críticos, considerados estratégicos para cadeias industriais e tecnológicas.

A Smurfit Westrock celebrou um acordo para adquirir o negócio chileno de papel para embalagens e papelão ondulado da CMPC. O valor negociado, de acordo com a Smurfit Westrock, é de US$ 420 milhões.

Em comunicado, a empresa afirmou que acredita ser um negócio altamente complementar às operações já existentes e oferece uma excelente plataforma para a continuação do crescimento ao lado dos clientes na América Latina.

Os ativos estão estrategicamente localizados próximos às principais regiões pesqueiras e agrícolas do Chile. Isto deverá complementar o atual negócio de papelão ondulado, representando para a Smurfit Westrock a oportunidade de adquirir uma das posições de liderança nos segmentos de papel para embalagens e papelão ondulado no Chile.

Uma máquina de papel da empresa, localizada em Santiago, produz aproximadamente 250 mil toneladas por ano. A ideia é que o equipamento fortaleça o sistema regional. Ela permitirá integrar papel reciclado às operações na Argentina, no Peru e no Equador, além de possibilitar o direcionamento de kraftliner do Brasil e da América do Norte aos ativos de papelão ondulado adquiridos no Chile.

Alvaro Henao, CEO da Smurfit Westrock Latam, afirmou: “Em nosso Plano de Médio Prazo anunciado anteriormente, identificamos a América Latina como uma região de crescimento e desenvolvimento, tanto por meio de investimentos internos quanto de aquisições. Estou particularmente satisfeito por termos alcançado este acordo para adquirir operações de classe mundial no Chile, juntamente com uma equipe formidável que esperamos para receber na organização Smurfit Westrock. Isso consolida firmemente a Smurfit Westrock como líder no Chile e fortalece ainda mais nossa presença regional.”

A companhia pretende financiar a transação com seus próprios recursos líquidos. A conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2027, sujeita ao cumprimento das condições usuais de fechamento, incluindo aprovações regulatórias.

A Fastmarkets, agência de análises de mercado de commodities, nomeou Cristián Infante, da Arauco, como CEO do Ano na América Latina 2026. O reconhecimento aconteceu no dia 11 de agosto, em São Paulo, durante a conferência anual Fastmarkets Forest Products Latin America.

O título é concedido pelos principais analistas de investimentos e gestores de portfólio especializados no setor florestal da América Latina e levou em consideração o desempenho financeiro da Arauco e a visão estratégica de longo prazo em um cenário global desafiador.

“É uma honra receber o reconhecimento de analistas que conhecem profundamente esta indústria. Mais do que uma conquista, porém, encaro esse reconhecimento como uma responsabilidade: seguir fortalecendo a Arauco no longo prazo e correspondendo à confiança e às expectativas que o mercado deposita em nós”, afirmou Infante.

O Projeto Sucuriú, desenvolvido pela Arauco no Brasil, ocupa lugar de destaque neste reconhecimento, por ser uma iniciativa recebida pelo mercado com notável otimismo. Os analistas consideram que o projeto representa um passo decisivo para consolidar a companhia entre os principais fornecedores mundiais de celulose, reforçando a capacidade da empresa de manter uma expansão sustentada no longo prazo.

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$ 4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.

O setor florestal brasileiro se despediu de uma grande personalidade. Wilson Galvão Andrade, diretor-executivo da Associação Baiana de Empresas de Base Florestal (ABAF), faleceu em Salvador, no dia 09 de agosto, aos 78 anos. A morte foi comunicada pela entidade em um comunicado oficial, assinado pelo presidente da Abaf, Fernando Branco, que também é executivo da Bracell.

“Prestamos nossa homenagem à sua brilhante trajetória e ao legado deixado para o setor de florestas cultivadas, mas também para as fibras naturais e relações internacionais, áreas nas quais atuou com excelência, liderança e paixão. Sua visão, dedicação e compromisso marcaram a história da nossa entidade e de diversos setores produtivos”, diz um trecho da nota.

Natural de Milagres, no interior da Bahia, Wilson também comandou o Sindicato das Indústrias de Fibras Naturais da Bahia (Sindifibras). Presidiu o Conselho de Comércio Exterior e Relações Internacionais (COMEX) da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e a Câmara de Comércio Exterior e Cooperação Internacional da Associação Comercial da Bahia (ACB). Em Brasília, esteve à frente da Câmara Setorial de Fibras Naturais do Ministério da Agricultura (MAPA).

No cenário internacional, Wilson Galvão Andrade teve o título de cônsul honorário emérito da Finlândia para a Bahia e Sergipe e diretor regional Nordeste da Finncham. Também presidiu a International Natural Fiber Organization (INFO-Amsterdam) e, em Roma, integrou e presidiu o Grupo de Fibras Naturais da FAO. Entre 2017 e 2020, esteve à frente do Conselho Consultivo do Fundo Comum de Commodities (CFC), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU).

A Smurfit Westrock, uma das maiores fabricantes globais de papel e embalagens, consolidou um investimento de R$ 1 bilhão no Brasil nos últimos dois anos. O montante foi para ampliar a capacidade produtiva, acelerar a inovação e expandir sua participação no mercado nacional.

Segundo o CEO da operação brasileira, Manuel Alcalá, o plano faz parte da estratégia global da companhia, de crescer acima do ritmo do mercado nos próximos anos. “O Brasil é um país para estar e crescer. Se o mercado crescer um determinado percentual, nosso objetivo é crescer ainda mais”, afirmou o executivo em entrevista à CNN Brasil.

De acordo com a reportagem, o aporte será direcionado principalmente à expansão da capacidade fabril, automação industrial, inteligência artificial e desenvolvimento de novas soluções. Segundo Alcalá, o objetivo é aumentar a eficiência operacional e garantir maior confiabilidade no atendimento em um cenário de cadeias globais mais voláteis.

“O investimento busca aumentar nossa capacidade, mas também melhorar a confiabilidade para os clientes. O mundo vive um período de muitas incertezas e aumento de custos, então precisamos estar preparados para continuar fornecendo embalagens para produtos essenciais”, disse.

A empresa nasceu da fusão entre a Smurfit Kappa e a WestRock, concluída em 2024, e está presente em cerca de 40 países, com aproximadamente 500 unidades industriais. Globalmente, produz cerca de 21 milhões de toneladas de papel por ano, volume semelhante ao de toda a produção da Europa Ocidental.

Em 2025, a Smurfit Westrock registrou lucro líquido de US$ 699 milhões sobre receita de US$ 31,1 bilhões. O Ebitda ajustado atingiu US$ 4,9 bilhões, impulsionado pelo fortalecimento da atividade industrial e pela escala global da companhia.

“As embalagens produzidas no Brasil são destinadas exclusivamente ao mercado brasileiro. Muitos dos nossos clientes, especialmente do agronegócio, exportam seus produtos, como carnes e frutas. Assim, nossas embalagens acabam chegando ao exterior junto com esses produtos”, explicou.

A expedição de papelão ondulado no Brasil alcançou 358.786 toneladas em abril de 2026, volume recorde para o mês desde o início da série histórica do Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO), elaborado pela Empapel (Associação Brasileira de Embalagens em Papel) em parceria com a FGV. O resultado representa crescimento de 5,5% em relação a abril de 2025 e supera a marca anterior registrada em 2024.

O avanço reforça a relevância do papelão ondulado como um dos principais indicadores da atividade econômica brasileira. Presente em praticamente todas as cadeias produtivas, o material acompanha o desempenho de setores como produtos alimentícios, cosméticos, higiene, farmacêuticos, comércio eletrônico, entre outros, refletindo a movimentação da economia real.

Por dia útil, o volume expedido atingiu 14.949 toneladas, também com alta de 5,5% na comparação anual. Como abril de 2026 teve o mesmo número de dias úteis de abril de 2025, o crescimento reflete efetivamente o aumento da demanda por embalagens de papel no período.

O desempenho observado em abril reflete a continuidade da demanda por embalagens de papel em diferentes segmentos da economia. Por estar diretamente ligado ao transporte, armazenamento e comercialização de produtos, o papelão ondulado funciona como um importante termômetro da atividade econômica, capturando movimentos da produção industrial, do consumo e da logística em todo o país.

Em comunicado de Fato Relevante, assinado por Marcos Moreno Chagas Assumpção, vice-presidente executivo de Finanças e RI da Suzano foi anunciada ao mercado a conclusão da aquisição de 51% do capital social da FamPro Tissue Holdings B.V. (que passará a se chamar Arbex) junto à Kimberly-Clark Corporation (K-C). A operação, realizada por meio de sua subsidiária Suzano International Holding B.V., foi finalizada após o cumprimento de todas as condições precedentes acordadas no contrato original de junho de 2025.

O negócio foi liquidado pelo montante total de USD 1,3 bilhão (equivalente a aproximadamente R$ 6,7 bilhões). A nova joint venture inicia suas operações com uma dívida líquida total de cerca de USD 1,0 bilhão, reflexo de captações de financiamento estruturadas para a transação. O preço final pago pela Suzano ainda permanece sujeito aos ajustes usuais para transações deste porte.

O Conselho de Administração da Arbex terá como presidente Walter Schalka (ex-diretor presidente e atual conselheiro da Suzano.

A criação da joint venture, focada no mercado global de papéis e lenços, mexeu no organograma dos executivos da Suzano. De acordo com o portal da Forbes, três executivos deixam a Suzano para assumir vice-presidências na Arbex. Luís Bueno assume a área de operações. Caroline Carpenedo será responsável por pessoas, sustentabilidade e marca. Enquanto Pablo Cadaval Santos pelo setor de tecnologia. Os três responderão diretamente ao CEO da Arbex, Ehab Abou-Oaf.

“Esta nova empresa reúne um legado sólido, um portfólio de marcas confiáveis e uma visão ambiciosa para o futuro. Nossas empresas controladoras nos proporcionaram uma base robusta e uma posição de destaque no mercado. Em um cenário global cada vez mais dinâmico e em constante transformação, a Arbex inicia sua trajetória com uma posição sólida, e acreditamos que podemos contribuir para moldar o futuro do setor de papéis tissue e de produtos de higiene”, afirmou Abou-Oaf.

A sétima edição do HDOM Summit será nos dias 10 e 11 de novembro. Mas você já pode fazer indicações para o 4° Prêmio HDOM.

O encontro que se consolidou como o principal evento voltado para líderes, executivos(as) e investidores(as) do setor florestal do Brasil terá novamente a premiação que tem como principal objetivo incentivar e estimular a inovação no setor florestal e homenagear as instituições, empresas e executivos(as) que se destacaram no ano de 2026.

O 4° Prêmio HDOM tem cinco categorias: Destaque Institucional, visa premiar ações desenvolvidas pelas associações e instituições sem fins lucrativos, que estejam ligadas à cadeia produtiva de base florestal. Destaque Inovação, visa premiar iniciativas, projetos ou tecnologias que, com soluções inovadoras e eficientes, geraram resultados positivos para algum processo da cadeia produtiva de base florestal. Empresa do Ano, reconhece a empresa (nacional ou estrangeira) que se destacou no período por alguma ação, projeto ou investimento significativo no setor florestal brasileiro. Executivo/a do Ano, que premia o/a executivo/a que teve uma gestão de destaque no ano de 2026. E Legado Florestal Brasileiro: Visa premiar a personalidade que, ao longo do tempo, contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento do setor florestal nacional.

As iniciativas submetidas devem ter sido implementadas entre dezembro de 2025 a outubro de 2026.

A premiação está na etapa de indicações e todos podem participar. Preenchendo o formulário disponível no site oficial do HDOM Summit 2026, o público indicará as entidades, empresas, inovação, executivo(a) e legado florestal brasileiro destaque para concorrer ao 4° Prêmio HDOM. As indicações podem ser registradas até o dia 28/08/2026.

Na segunda etapa, a Malinovski irá compilar as indicações de cada categoria. As indicações mais frequentes e de maior relevância irão para votação. A votação deverá ser feita exclusivamente por meio do preenchimento de formulário disponível no site oficial do HDOM SUMMIT 2026. As votações serão abertas no dia 05/10/2026 e encerradas no dia 26/10/2026.

Na etapa final os mais votados serão submetidos ao Conselho Executivo do 4º Prêmio do HDOM para seleção dos vencedores.

O setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais alcançou uma marca expressiva: o plantio de 2,2 milhões de árvores por dia. São árvores plantadas, colhidas e replantadas para a geração de bioprodutos essenciais para o cotidiano. O dado, reunido pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), evidencia a dimensão de uma atividade que combina produção sustentável, conservação dos recursos naturais e geração de desenvolvimento econômico e social em todo o país.

As árvores cultivadas abastecem uma ampla cadeia produtiva responsável pela fabricação de produtos como papéis para higiene e uso pessoal, embalagens, livros, cadernos, papéis especiais, painéis de madeira, pisos laminados, biomateriais e fibras utilizadas pela indústria têxtil, a exemplo da viscose. Por serem provenientes de fonte renovável, serem recicláveis e biodegradáveis, esses produtos desempenham papel crescente na substituição de materiais de origem fóssil.

Ao longo de seu crescimento, as árvores removem gás carbônico da atmosfera e o armazenam em sua biomassa, contribuindo para o combate a um dos maiores desafios de nossos tempos: a mudança do clima. O setor produz seguindo uma lógica de manejo sustentável, como o plantio em mosaico, que intercala áreas produtivas e vegetação nativa, favorecendo a formação de corredores ecológicos e a conservação do solo, da água e da biodiversidade. De forma pioneira, há mais de duas décadas as empresas buscaram rigorosas certificações internacionais que atestam as boas práticas adotadas.

Atualmente, a indústria de árvores cultivadas mantém 10,5 milhões de hectares de árvores para fins produtivos e conserva mais de 7 milhões de hectares de vegetação nativa em suas propriedades, uma dimensão superior à do estado do Rio de Janeiro. A expansão do cultivo acontece sobre áreas antropizadas, de forma a transformar pastos de baixa produtividade em plantações produtivas, que ainda prestam valiosos serviços ecossistêmicos. Vale ressaltar que segundo o Atlas da Pastagem, da Universidade Federal de Goiás, há no Brasil mais de 100 milhões de hectares de terra com algum nível de degradação, que podem ser convertidas para a produção de alimentos, energia, fibras e restauração de florestas para a geração de créditos de carbono.

Estão abertas as inscrições para a 7ª edição do HDOM Summit – Forest Leaders & Investors Meeting, principal encontro de executivos(as), gestores(as) e investidores(as) do setor florestal brasileiro. O evento será nos dias 10 e 11 de novembro de 2026, no Espaço APAS, em São Paulo, reunindo lideranças da cadeia de base florestal para dois dias de conteúdo estratégico, networking e negócios.

Os interessados podem garantir participação aproveitando a política de lotes do evento. Os ingressos do 2º lote estão sendo comercializados por R$ 3.590, até 30 de julho; depois, o 3º lote, por R$ 3.990, até 8 de outubro; e o 4º e último lote, por R$ 4.290, até 27 de outubro. Durante o evento, caso ainda haja disponibilidade, o ingresso custará R$ 4.500. As vagas são limitadas.

A inscrição contempla uma experiência completa durante os dois dias de programação, incluindo coffee break nos dois dias, coquetel de networking no primeiro dia, almoço no segundo dia, kit exclusivo do participante, brindes dos patrocinadores e acesso a toda a programação técnica e estratégica do HDOM Summit.

Para facilitar a participação de visitantes de outras regiões do país, o evento conta com tarifas especiais em dois hotéis oficiais parceiros: o Radisson Pinheiros e o Quality Suites Oscar Freire, ambos localizados próximos ao Espaço APAS e com condições exclusivas para os participantes do HDOM Summit.

Consolidado como o principal fórum de debates estratégicos da indústria florestal brasileira, o HDOM Summit chega à sua sétima edição após reunir, ao longo de seis edições, mais de 1.800 tomadores de decisão. Em 2025, o evento registrou novo recorde de público, com mais de 350 líderes participando de painéis e debates sobre economia, geopolítica, investimentos, inovação, sustentabilidade e os principais mercados ligados à silvicultura.