A programação do primeiro dia do HDOM Summit 2024 terá a apresentação do palestrante e co-founder da AAA Plataforma de Inovação, Arthur Igreja.
Autor do best-seller “Conveniência é o nome do Negócio” no qual trata de inovação como uma competência básica de gestão para qualquer negócio. Para ele, inovar não é, necessariamente, sinônimo de tecnologia ou tendências de mercado. Antes de tudo, trata-se de pensar no que é melhor para o cliente.
Com presença em mais 150 eventos por ano na América do Sul, Estados Unidos e Europa, Arthur também é colunista na Rádio CBN e faz participações semanais em programas da CNN, GloboNews, BandNews e RecordNews.
O palestrante, que possui Masters in International Business nos EUA pela Georgetown University, Corporate Masters of Business Administration na Espanha pela ESADE, Mestrado Executivo em Gestão Empresarial pela FGV, certificação executiva em Harvard e Cambridge, pós-MBA em Negociação pela FGV e MBA pela FGV fechará a programação de palestras no dia 26/11 com a apresentação “A Era da Inovação”.
Dados divulgados no Relatório Ibá de 2024 dão conta de que o valor bruto da produção do setor de árvores cultivadas alcançou R$ 202,6 bilhões em 2023. A cifra representa um crescimento anual composto (CAGR) de 3,2% nos últimos dez anos.
Ainda de acordo com o documento, a representatividade da cadeia produtiva florestal no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi de 0,9%. A produção florestal representou, em 2023, 4,2% do PIB agropecuário e 4% do PIB da indústria de transformação. Nos componentes da demanda brasileira, apresentou uma participação de 1,9% no consumo intermediário e de 0,5% no consumo das famílias por produtos florestais, incluindo a formação bruta de capital.
No que tange às pautas de produção e importação, a cadeia produtiva de árvores cultivadas alcançou, em 2023, participações de 1% e 0,4%, respectivamente. Mesmo frente a um cenário global desafiador, marcado por flutuações nos preços das commodities, ajustes de estoque pós-pandemia e uma demanda global volátil, o setor brasileiro apresenta alta competitividade global e seguiu com exportações robustas, alcançando US$ 12,7 bilhões. Esse é o segundo melhor desempenho de exportação dos últimos dez anos, com um crescimento anual composto (CAGR) de 4,5% no período. Além disso, o setor contribuiu com 3,9% das exportações nacionais, desempenhando um papel importante no cenário econômico do país.
O Brasil segue como o maior exportador de celulose do mundo, tendo exportado aproximadamente US$ 1,5 bilhão a mais que os Estados Unidos, segundo colocado. A celulose manteve se como o principal produto de exportação do setor de base florestal, representando 63% do total exportado.
A Cenibra colocou em prática um projeto inovador para incorporar tecnologias de inteligência artificial nas operações da empresa. O processo começou em maio de 2022, com uma avaliação detalhada de gestão de dados, baseada em entrevistas realizadas com 52 colaboradores, de diretores a analistas de sistemas.
Em 2023, passou-se para a fase de execução, estruturando o projeto de governança de dados em três etapas: capacitação por meio de workshops, criação de uma estrutura robusta de governança e, finalmente, a consolidação dos resultados. Tudo isso com o auxílio das ferramentas Purview e Power BI, que permitiu organizar, monitorar e otimizar o uso dos dados de maneira eficiente.
O objetivo da companhia é que, até 2033, toda a cadeia de valor esteja 100% governada, assegurando que a governança de dados seja o alicerce para a implementação de IA nas operações.
O gerente de Tecnologia e gestor Estratégico de Dados da Cenibra, Ronaldo Ribeiro, comentou sobre o processo: “A governança de dados é um processo contínuo, que requer monitoramento constante para garantir o sucesso das nossas iniciativas de IA. Nossa meta é construir uma jornada de IA com base em dados bem estruturados e governados.” reforça.
A programação do HDOM Summit terá a participação do comunicador, jornalista, podcaster e palestrante, Luciano Potter. Nos últimos anos, Potter vem compartilhando sobre a importância de entendermos as mudanças e o quanto as conexões humanas podem ajudar nesse processo.
Nascido em 1979 e formado em jornalismo na PUC-RS, trabalha para os veículos do Grupo RBS desde a formatura. Atualmente participa, na rádio Gaúcha, do Timeline e do clássico Sala de Redação. Trabalhou na Atlântida, RBSTV, TVCOM e no jornal Zero Hora. Tem no seu currículo coberturas de Copas do Mundo, SxSw, TeD Talks e outros eventos nacionais e internacionais.
Potter vem ouvindo histórias na vida profissional desde o começo do milênio. Entrevistas, talk-shows e podcasts. Pessoas contando histórias e dando opiniões. Nessas duas décadas, e dois filhos depois, Potter começou a se dar conta que ouvir pode ser muito melhor do que falar. Aguçar a curiosidade – algo absolutamente humano – faz bem para os CPFs e CNPJs.
Em um mundo que todo mundo fala sem parar – alguns gritam!!! – dar um passinho atrás, prestar mais atenção e ouvir pode ser uma arma para crescer e ser mais feliz, sereno, amigo. Pode ser uma prova de gentileza. A palestra do Potter, antes de mais nada, são as angústias de um comunicador com mais de 20 anos de profissão que está aprendendo – no gerúndio mesmo – que comunicar só é possível se primeiro ouvir.
Uma missão do Comitê de Paletes e Embalagens da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) aos Estados Unidos fará oito visitas, passando pelos estados do Alabama, Georgia e Michigan. A viagem inclui também um evento da National Wooden Pallet & Container Association (NWPCA), a associação do setor no país.
De acordo com o coordenador do comitê, Junior Haas, será um grande momento para troca de informações sobre mercado, suprimento e tecnologia. Em uma postagem pelo LinkedIn, o executivo comentou a primeira visita, que aconteceu em uma das maiores serrarias americanas na cidade de Moundville, Alabama. “Chama mais atenção o terminal de trem dentro da serraria ou carrinho de golf para os funcionários?”, questionou impressionado sobre um terminal ferroviário particular e a forma de deslocamento dos colaboradores dentro da empresa.
“Essas proporções são reflexo de vários fatores. Alguns macros, como estabilidade política, liberdade para investir, infraestrutura e juros baixos, e outros específicos do setor, como disponibilidade florestal e alto consumo”, resumiu ele.
A Dexco, detentora das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex, Castelatto, Ceusa e Durafloor, registrou receita líquida de R$ 2 bilhões no segundo trimestre de 2024, 2% maior do que no 2T23. O EBITDA ajustado e recorrente do trimestre foi de R$ 561 milhões. O lucro líquido recorrente apresentou resultado positivo de R$ 126 milhões, enquanto o Pro-Forma (incluindo resultado do negócio de celulose solúvel) foi de R$ 105 milhões.
A divisão de Celulose Solúvel teve o melhor EBITDA Recorrente trimestral da história da LD Celulose, joint venture com a austríaca Lenzing. Foram R$ 376 milhões e margem de 56%, sendo R$ 184 milhões a parte Dexco.
Perto de deixar a presidência, em abril de 2025, o CEO da Dexco, Antonio Joaquim, comemorou os resultados. “Os resultados operacionais foram excelentes, graças a uma receita melhor, com câmbio favorável, volume superior aos trimestres anteriores, custo mais baixo e melhor ocupação fabril. O lucro, contudo, sofreu um efeito pontual, decorrente do imposto diferido, por ser influenciado por uma variação cambial do balanço fiscal, uma vez que a moeda funcional da LD é o dólar. Mas se trata de um efeito essencialmente contábil sem impactos no caixa”, afirma, CEO da Dexco.
A divisão Madeira, com as marcas Duratex e Durafloor, apresentou EBITDA Ajustado e Recorrente de R$ 319 milhões no segundo trimestre de 2024, 7% menor na comparação anual. A Receita Líquida foi de R$ 1,2 bilhão, se mantendo no mesmo patamar do 2T23. Neste trimestre, a Dexco priorizou o uso de suas florestas para a produção de painéis, diante de um mercado aquecido, desta forma, não houve negócios florestais significativos no período.
“A divisão continua apresentando sólido desempenho em painéis de madeira, com foco na otimização da rentabilidade. No ambiente setorial, vemos um crescimento sequencial de vendas em relação ao 1T24, tanto no mercado doméstico quanto em exportação”, avalia Oliveira.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), divulga semanalmente um boletim com dados da economia brasileira. Veja alguns pontos levantados, com base na semana de 30 de setembro a 4 de outubro.
Expectativas do mercado (Relatório Focus/Banco Central): a mediana das expectativas do mercado, divulgada pelo relatório Focus do Banco Central referente a 27 de setembro, indica que o IPCA de 2024 deverá encerrar em 4,37%. Em relação ao PIB, a expectativa de crescimento se manteve em 3,00%. No que se refere à taxa de câmbio, a expectativa do mercado é de R$/US$ 5,40 ao final do ano. Por fim, a mediana das perspectivas quanto à taxa Selic foi alterada para 11,75% a.a.
Nível de emprego no Brasil (CAGED): o Brasil registrou saldo positivo de 232.513 vagas de emprego formal no mês de agosto. A Indústria Geral apresentou resultado positivo de 31.011 vagas de emprego no mês. A Indústria de Transformação, por sua vez, registrou criação de 28.029 vagas entre contratações e demissões, com destaque positivo para os seguintes setores: Alimentos (+18.465), Veículos (+3.846) e Borracha e Plástico (+2.898).
O Governo de Mato Grosso do Sul entregou o termo de referência para que Bracell realize o EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório Impacto do Meio Ambiente) da obra da fábrica de celulose que será construída no município de Água Clara. Os documentos foram entregues pelo governador Eduardo Riedel e pelo secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência Tecnologia e Inovação), aos diretores da Bracell, Manoel Browne (relações institucionais) e Mauro Quirino (diretor-geral de projeto MS).
A Bracell é uma das principais produtoras de celulose solúvel do mundo e anunciou o interesse de construir uma nova fábrica em Mato Grosso do Sul, com investimentos previstos de R$ 25 bilhões. Com a entrega do termo de referência para realização do EIA/Rima, a expectativa é de que o estudo seja entregue em janeiro de 2025.
Segundo o secretário Jaime Verruck, a unidade terá capacidade produtiva de 2,8 milhões de toneladas de celulose. “Ela será a sexta planta de celulose no estado. O município escolhido foi Água Clara, em uma área localizada a 15 quilômetros do perímetro urbano da cidade. A perspectiva é de gerar 10 mil empregos nas obras e 3 mil na operação”, informou.
O município de Água Clara tem a terceira maior área plantada de eucalipto de Mato Grosso do Sul, com 161 mil hectares.
A proposta de adiamento do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), anunciada no início de outubro pela Comissão Europeia, refletiu os esforços do Brasil e de outros países, que cobram mais clareza em relação a critérios, métricas, sistemas de aferição e outros pontos da legislação.
Em termos gerais, a lei diz que os importadores europeus deverão fiscalizar suas cadeias de suprimento com objetivo de garantir que os produtos importados não venham de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020. A medida incide sobre produtos das cadeias produtivas do café, soja, óleo de palma, madeira, couro, carne bovina, cacau e borracha. Estima-se que afetará 15% das exportações totais brasileiras e 34% das exportações brasileiras para a União Europeia.
Originalmente, a lei entraria em vigor daqui a três meses, mas agora a Comissão Europeia está sugerindo seu adiamento para dezembro de 2025. O pedido ainda será analisado pelo Parlamento e pelo Conselho da UE.
A falta de clareza e de regulamentação adequada é o que mais preocupa. “Você tem exportadores que estão colocando as mercadorias no navio, agora em outubro, sem que o sistema informatizado europeu relacionado à EUDR esteja pronto para receber as informações exigidas pela legislação. Se não houver o adiamento da legislação, o nível de incerteza a respeito do tratamento conferido a essa mercadoria será muito elevado”, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres.
O conselho de administração da Arauco aprovou um investimento global de US$ 4,6 bilhões, para a construção da primeira fábrica de celulose do grupo chileno no Brasil, em Inocência/MS. A companhia elevou a capacidade produtiva que terá a futura unidade em relação aos planos anunciados inicialmente: de 2,5 milhões de toneladas para 3,5 milhões de toneladas de fibra de eucalipto por ano.
O principal fornecedor do Projeto Sucuriú será a finlandesa Valmet, responsável por entregar cerca de 50% do projeto industrial. O escopo do contrato inclui as áreas de processo regulares, uma unidade de gaseificação que vai gerar biocombustível para abastecer os fornos de cal da operação, uma caldeira de recuperação química (a maior do mundo em capacidade no setor) e uma caldeira de biomassa.
O diretor-presidente da Arauco do Brasil, Carlos Altimiras, destacou a importância: “Estamos dando um passo fundamental para o futuro de Inocência e região. A parceria com a Valmet vai trazer ainda mais inovação e sustentabilidade ao Projeto Sucuriú, impulsionando o desenvolvimento econômico da região.”, destacou.
O grupo tem previsão de começar as operações da fábrica no último trimestre de 2027.
Quer saber como pensam grandes tomadores de decisão do setor florestal brasileiro? Participe do HDOM Summit 2024 – Visões estratégicas para florestas do amanhã, nos dias 26 e 27 de novembro, em São Paulo.