Um dos termômetros da economia, o mercado de papelão, apresentou sinais de aquecimento em julho. A forte demanda levou as expedições de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado bater um volume mensal recorde no mês. Foram 371,3 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Embalagens de Papel (Empapel). O número é 8% maior do que o registrado no mesmo mês de 2023.

Para o embaixador e presidente-executivo da Empapel, José Carlos da Fonseca, o resultado reflete o mercado mais aquecido no setor de bens não duráveis, como nos segmentos de avicultura, frutas e alimentos em geral. “Quando há renda na mão do consumidor, há reflexo no consumo de bens não duráveis. Além disso, o baixo nível de desemprego e o impulso de programas de transferência de renda também colocam dinheiro na mão do consumidor, que vai inicialmente para alimentos”, afirmou Fonseca.

O executivo mencionou que é preciso observar o comportamento da política monetária, avaliando que a oscilação da curva de juros pode afetar o desempenho no mercado de papelão. O momento positivo no mercado fez o setor revisar pela segunda vez a perspectiva de crescimento em 2024. A primeira projeção, divulgada no início de fevereiro, indicava uma evolução de 1% nas expedições considerando a visão moderada, porcentual que foi reavaliado em abril para 2,8%. Agora, a perspectiva é de avanço de 4% para este ano, para 4,18 milhões de toneladas.

Quer saber como pensam grandes tomadores de decisão do setor florestal brasileiro? Participe do HDOM Summit 2024 – Visões estratégicas para florestas do amanhã, nos dias 26 e 27 de novembro, em São Paulo.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), divulga semanalmente um boletim com dados da economia brasileira. Veja alguns pontos levantados, com base na semana de 30 de setembro a 4 de outubro.

Expectativas do mercado (Relatório Focus/Banco Central): a mediana das expectativas do mercado, divulgada pelo relatório Focus do Banco Central referente a 27 de setembro, indica que o IPCA de 2024 deverá encerrar em 4,37%. Em relação ao PIB, a expectativa de crescimento se manteve em 3,00%. No que se refere à taxa de câmbio, a expectativa do mercado é de R$/US$ 5,40 ao final do ano. Por fim, a mediana das perspectivas quanto à taxa Selic foi alterada para 11,75% a.a.

Nível de emprego no Brasil (CAGED): o Brasil registrou saldo positivo de 232.513 vagas de emprego formal no mês de agosto. A Indústria Geral apresentou resultado positivo de 31.011 vagas de emprego no mês. A Indústria de Transformação, por sua vez, registrou criação de 28.029 vagas entre contratações e demissões, com destaque positivo para os seguintes setores: Alimentos (+18.465), Veículos (+3.846) e Borracha e Plástico (+2.898).

A quarta edição do HDOM Summit reuniu mais uma vez em São Paulo os principais tomadores de decisão do setor florestal brasileiro

Com mais de sete horas de conteúdo, intervalos para networking e premiação dos destaques no setor florestal brasileiro em 2023, encerrou nesta quinta-feira (09), em São Paulo, a IV edição do HDOM Summit, encontro de lideranças, gestores e investidores do segmento de florestas cultivadas. Tomadores de decisão das principais empresas de base florestal e, também, de fornecedoras de máquinas, implementos e insumos para a produção de madeira de árvores plantadas foram grande maioria dos 280 participantes no Milenium Centro de Convenções, na capital paulista.

O evento aconteceu durante dois dias, 08 e 09 de novembro, com quatro mesas redondas e duas palestras especiais. Ao todo, reuniu 19 profissionais para apresentarem conteúdo e debaterem sobre assuntos relacionados a economia, mercado, matéria-prima, mão de obra, bioenergia e outros temas relacionados ao cultivo de árvores para produção industrial.

O engenheiro florestal e CEO da Malinovski (empresa organizadora do evento), Ricardo Malinovski, comemorou o sucesso de mais uma edição. Segundo ele, foi criado um ambiente propício para a discussão e busca por soluções aos desafios que o setor enfrenta. “O recado que nos foi passado é de que o setor florestal perdeu competitividade. A perda de produtividade em decorrência de mudanças climáticas e pragas e doenças que o setor ainda não conseguiu superar, aliada ao aumento dos custos operacionais estão impactando na competitividade do setor, como um todo. Isto está impondo desafios às empresas de base e as soluções precisam ser desenvolvidas de forma colaborativa, protagonizado por estas empresas e fornecedores de toda a cadeia. Os custos das operações florestais como silvicultura, colheita, logística, estradas, aumentaram consideravelmente. O preço da madeira subiu acima da inflação”, alertou.

Outro ponto destacado por Ricardo Malinovski diz respeito a biomassa para geração de energia. “Existe uma demanda grande do agronegócio por biomassa de florestas plantadas, mas não há madeira disponível para produzi-la, o que corrobora para o aumento dos preços. A tendência é que isto se intensifique, visto que não houve uma estratégia colocada em prática para aumentar o plantio há quatro, cinco anos. As indústrias de etanol de milho e secagem de grãos expandiram suas operações e a biomassa florestal é uma necessidade destes segmentos.”

Um dos destaques da programação no primeiro dia de HDOM Summit foi a palestra “Economia em Evolução: O que esperar para os próximos anos”, com o economista Ricardo Amorim. Segundo ele, os conflitos geopolíticos estão favorecendo o Brasil para investimentos internacionais. O economista lembrou que no ano da eleição mais polarizada da história do nosso país, 2022, o Real foi a moeda que teve a maior variação em direção ao Dólar, no mundo. E, em 2023, a tendência se manteve, com as moedas de países latino-americanos sendo as mais apreciadas. Segundo Ricardo Amorim, país grande, emergente e com risco geopolítico baixo, só tem um: o Brasil. E este é um cenário muito favorável para investimentos.

No segundo dia, oferecida pela Suzano, a palestra “Agro em foco: status e projeções do mercado no Brasil, com Marcos Jank, abriu a programação. Jank é engenheiro agrônomo por formação e também professor sênior e coordenador do Centro Insper Agro Global.

Para o CEO da Malinovski, Ricardo Malinovski, a mensagem que esta edição do HDOM Summit deixa é de articulação e união: “Na nossa avaliação final, entendemos que o setor deva trabalhar em pautas setoriais. As dores são as mesmas. Precisamos de união e investir energia em pautas setoriais de forma mais articulada”, conclui o organizador e promotor do evento.

Nos dias 8 e 9 de novembro aconteceu em São Paulo a quarta edição do HDOM Summit, encontro de líderes, gestores e investidores do setor florestal. Entre as novidades desta edição está o Prêmio HDOM, com três diferentes categorias. Profissionais, empresas e instituições florestais que se destacaram em 2023 foram premiados.

Na categoria “Destaque Institucional” a vencedora foi a Associação Paulista de Produtores, Fornecedores e Consumidores de Florestas Plantadas (Florestar), com o Termo de Cooperação com a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf). Este termo tem objetivo fomentar um programa de ações colaborativas para potencializar a formação acadêmica e profissional das próximas gerações de engenheiros florestais. A Florestar considera que estes profissionais são os responsáveis pela manutenção e contribuição na expressividade da cadeia florestal brasileira em escala global. A ação promove apoio e suporte para desenvolvimento científico e tecnológico, além do compartilhamento da expertise entre as duas instituições.

O presidente da Florestar São Paulo, Manoel Browne, agradeceu o reconhecimento e lembrou que a associação atua desde a década de 1990. “O valor das associações está, não só na formação de mão de obra, mas também na promoção da ciência e na defesa dos interesses do setor. Temos uma atuação preventiva e buscamos segurança regulatória”, disse ele.

Na categoria “Destaque Iniciativa de Inovação”, que deu visibilidade às ações de inovação desenvolvidas pelas empresas que atuam no setor de base florestal brasileiro, a vencedora foi a Eldorado, com o projeto Prato no Ponto. A nova prática beneficia diretamente mais de três mil funcionários da área florestal da empresa. O sistema permite diariamente a escolha entre até dez opções de cardápio, que chega ao colaborador na temperatura ideal para consumo.

Representando a Eldorado, o gerente geral de Operações Florestais, Carlos Justos, explicou que a intenção é fazer com que as pessoas se sintam felizes e acolhidas onde estão trabalhando. “Sempre foi uma dificuldade ter uma alimentação quente no campo. Este sempre foi um desafio. Trabalhamos em áreas muito remotas e fomos buscar tecnologia para conseguir levar uma alimentação de qualidade, servida no ponto aos profissionais”, explicou.

O Prêmio HDOM “Executivo/a do Ano”, homenageou Caio Eduardo Zanardo, Diretor-Presidente da Veracel Celulose. Emocionado, Zanardo agradeceu ao setor como um todo. “Fui pego de surpresa. Queria agradecer o apoio da família, pois muitas vezes ficamos longe de casa e ao pessoal da Veracel, que me recebeu e acreditou em mim”.

Você já conhece os finalistas do 1º Prêmio HDOM?
A grande novidade da 4ª edição do HDOM Summit, que ocorre nos dias 8 e 9 de novembro de 2023, é a premiação que visa incentivar e estimular a inovação do setor florestal brasileiro.

Foram criadas 3 categorias para homenagear as associações, empresas e executivos(as) de base florestal que se destacaram em 2023.

As associações finalistas foram:
– APRE

– REFLORE

– FLORESTAR

As empresas finalistas com iniciativa inovadora entre as empresas de base florestal:
– Compromisso 1 para 1 da Bracell

– Prato no Ponto da Eldorado

– Projeto Houston da Dexco

Os executivos do setor de base florestal de destaque do ano que foram mais indicados são:
– Antônio Joaquim de Oliveira, Presidente da Dexco

– Caio Eduardo Zanardo, Diretor Presidente da Veracel Celulose

– Douglas Seibert Lazarretti, Diretor de Operações Florestais da Suzano

– Germano Vieira, Diretor Florestal da Eldorado Brasil

– Manoel Browne, Diretor de Relações Institucionais, Governamentais e com Comunidades da Bracell

– Marcelo Acioli, Diretor Florestal da Tanac

Agora é com você! Participe e vote nos finalistas do 1º Prêmio HDOM!

Líderes dos sete estados do Sul e do Sudeste firmaram o Tratado da Mata Atlântica, plano conjunto de metas ambientais que prevê o plantio de 100 milhões de mudas de espécies nativas em ações de reflorestamento nas duas regiões até 2026. A apresentação do acordo ocorreu em 21 de outubro e marcou o encerramento da nona reunião do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), na capital paulista.

O Tratado da Mata Atlântica foi assinado por Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Cláudio Castro (RJ), Renato Casagrande (ES), Ratinho Júnior (PR), Eduardo Leite (RS), além do secretário do planejamento de Santa Catarina, Edgard Usuy, que representou o governador Jorginho Mello.

O acordo prevê a restauração do bioma em uma área total de 90 mil hectares, que equivalem a mais de 120 mil campos de futebol. O plantio das espécies levará em conta as particularidades de cada estado, além da criação de unidades de conservação e ampliação de programas de recuperação de nascentes e de regularização ambiental.

“A proposta que lançamos aqui, entre os temas debatidos, é nosso olhar para a sustentabilidade. Estamos lançando como meta, a partir de hoje, o maior plantio de árvores do planeta, que é o plantio de 100 milhões de árvores da Mata Atlântica”, declarou Ratinho Júnior, presidente do Consórcio de Integração Sul e Sudeste.

Entre as outras principais propostas do tratado, os governadores também apontam que os sete Estados criem corredores ecológicos terrestres e costeiro-marinhos e estabeleçam um plano integrado para o enfrentamento de eventos extremos, sobretudo relativos a chuvas e estiagens.

As administrações estaduais também deverão intensificar a cooperação e o uso da tecnologia na fiscalização ambiental e no combate ao desmatamento ilegal. A criação de normas autorregulatórias para fomentar o mercado regional de créditos de carbono e reduzir as emissões de gases do efeito estufa também integram o plano de cooperação.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para cima o crescimento da economia e projeta expansão de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023. Essa é a segunda reavaliação positiva do ano. No primeiro trimestre, a expectativa era de alta de 1,2% e, no segundo trimestre, de 2,1%.

O Informe Conjuntural da CNI do 3º trimestre mostra que o Brasil caminha para crescer mais do que o esperado, embora a alta não alcance todos os setores econômicos.

A má notícia está na indústria de transformação, que tem previsão de queda de 0,5% neste ano. De acordo com a CNI, a retração na maior parte deste segmento industrial ocorre pela queda da demanda e da produção, especialmente nos setores mais sensíveis ao crédito.

Estes setores têm sido penalizados pela elevada taxa de juros. A previsão inicial era de queda de 0,9%, mas o desempenho de alimentos e derivados de petróleo, no primeiro semestre, segurou uma redução maior na média dos demais segmentos da indústria de transformação.

“A indústria, que desempenha um papel estratégico no fortalecimento de todo o setor produtivo brasileiro, especialmente com seus investimentos em tecnologia e inovação, está encolhendo. Os juros altos e o nosso sistema tributário têm cobrado um alto preço da indústria de transformação, mas também dos investimentos. Se nada mudar, o Brasil terá sua capacidade produtiva futura bastante comprometida”, avalia o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Por outro lado, a agropecuária continua puxando o PIB para cima. O setor, onde entra o segmento de florestas plantadas, tem previsão para crescer 15,5% em 2023. Esse comportamento do setor agropecuário, assim como o da indústria extrativa, ocorre em um cenário global de crescimento moderado ao longo de 2023, mesmo diante de um ambiente com taxas de juros em patamares restritivos, aperto do crédito e da inflação ainda elevada.

A CNI também projeta que as exportações brasileiras serão de US$ 331 bilhões em 2023, enquanto as importações alcancem US$ 257,3 bilhões. Confirmadas estas projeções, o saldo comercial ficará positivo em US$ 73,7 bilhões, o que seria o maior superávit comercial já registrado no comércio exterior brasileiro.

Foto: Miguel Angelo/CNI

De janeiro a agosto de 2023, o estado do Paraná registrou um saldo positivo de 39.181 novos postos de trabalho ocupados por mulheres. Foram 534.582 admissões e 495.346 desligamentos, conforme dados do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged) extraídos pela Secretaria de Trabalho, Qualificação e Renda. Outros estados tem números positivos. Na frente do Paraná estão: São Paulo (170.118), Minas Gerais (63.468) e Rio de Janeiro (40.607). No geral, o Brasil fechou o período com resultado de 548.861.

Quando focamos no agronegócio, as mulheres estão presentes em todas as áreas. Elas já são mais de 10 milhões, num universo predominantemente masculino, de acordo com um levantamento feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Na Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo a participação das mulheres em cargos de liderança não é uma novidade, um dos destaques é a engenheira agrônoma Mônika Bergamaschi. Ela foi a primeira e única mulher no comando da secretaria, assumindo a pasta entre 2011 a 2014.

Oito Câmaras Setoriais e Temáticas da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo são presididas por mulheres: Célia Maria Pinotti Carbonari (Vitinicultura, Vinho e Derivados); Chris Morais (Carne Bovina); Cristina Nagano (Ovos); Fernanda Maria Abilio (Produtos Florestais), Patrícia Galasini (Olivicultura); Roberta Matarazzo Suplicy (Sucos e Bebidas); Suzana Lopes de Araujo (Fungos e Cogumelos); e Vanilda Luciene de Faria Santos (Produtos Apícolas).

Para dar ainda mais luz ao tema, o HDOM Summit terá a palestra “Cultivando Igualdade: o panorama de gênero florestal de 2023, com Maurem Alves. A consultora de Sustentabilidade na Klabin e Conselheira-Diretora da Rede Mulher Florestal irá fazer a apresentação no primeiro dia do evento.

A ArcelorMittal concluiu no primeiro trimestre do ano, a aquisição da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), uma operação que totalizou cerca de US$ 2,2 bilhões. A CSP é uma operação de classe mundial e produz placas de alta qualidade a um custo globalmente competitivo. Localizada no estado do Ceará, opera um alto-forno com capacidade de 3 milhões de toneladas, tendo acesso ao Porto de Pecém via correias transportadoras, um porto de águas profundas de grande escala, localizado a 10 quilômetros da usina.

CEO da ArcelorMittal, Aditya Mittal, explicou a estratégia da companhia. “Nos permite atender o crescimento da demanda de aço, através da adição de capacidade de produção de placas de alta qualidade e competitivas em custo, provendo oportunidade de vender tanto dentro do nosso próprio grupo quanto para os mercados da América do Norte e do Sul. A longo prazo, também temos a opção de aumentar sua capacidade e adicionar instalações de acabamento, enquanto há um caminho claro para descarbonizar o ativo, tendo em vista os investimentos em energia renovável que estão sendo feitos no estado do Ceará.” Em 2022, 12% do total da energia consumida pela companhia foi gerada com carvão vegetal de florestas plantadas.

Desde 2011, o carvão vegetal que também é utilizado como matéria-prima na produção de aços, é produzido nas florestas do grupo. A iniciativa visa garantir o fornecimento regular do insumo como diferencial competitivo na produção de ferro-gusa, com excelência operacional, de forma segura, inovadora e sustentável, com foco na descarbonização do aço.

Está tramitando no Congresso Nacional o projeto de lei que regulamenta o mercado de carbono no Brasil. Em debate no Senado Federal, o PL nº 412/2022 trata do mercado brasileiro de redução de emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), há pelo menos cinco mercados regulados de carbono com experiências a serem compartilhadas globalmente. Eles foram base de um estudo realizado pela CNI para elaboração de uma proposta ao governo federal.

“Fizemos um estudo dentro do que já tinha sido estabelecido no arcabouço da União Europeia, Califórnia e Canadá, mercados mais parecidos com o Brasil, além do México. São mercados onde os

setores energointensivos já tinham entrado no sistema, como Coreia do Sul, e também mercados menores, como a região metropolitana de Tóquio. Foram mapeamentos importantes para nos dar subsídios e assim estruturar uma melhor proposta possível para o nosso contexto”, explicou o gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo.

Segundo divulgado pela CNI, o setor industrial brasileiro defende a adoção do modelo cap and trade, em que é definida uma quantidade máxima de emissões de gases de efeito estufa aos agentes regulados e são emitidas permissões de emissão equivalentes de carbono. Assim, aqueles que economizarem poderão vender suas permissões e os que superarem a cota poderão comprar as permissões.

“É um instrumento que conversa com as iniciativas internacionais, além de trazer segurança jurídica aos setores regulados com regras claras e melhoria do ambiente de negócios”, explica o gerente-executivo. Também, em defesa do sistema cap and trade, o vice-presidente e ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou, em evento promovido pela CNI, que o Brasil pode ter ganho de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) – equivalente a US$ 120 bilhões – com mercado regulado de carbono.